-  PENSAMENTOS ALTAMENTE FILOSÓFICOS  -

 

 

MAIS DO QUE UM PENSAMENTO...

 

 

para quem não se contenta com um simples pensamento (ainda que seja altamente filosófico) !

 

 

 

É desaconselhado consultar esta página nos dias de lua nova...

 

 

 COMEÇASTE por LER ALGUNS PENSAMENTOS e agora não consegues parar... QUERES SEMPRE MAIS?

 

 

 

 

A PORTA

 

          Existe uma história bem conhecida nos círculos da psicanálise sobre um homem atormentado por um sonho recorrente. Ele encontra-se preso dentro de um quarto, incapaz de abrir a porta e fugir. Procura a chave pelo quarto, mas nunca a consegue encontrar. Tenta com toda a sua força abrir a porta mas esta não cede um milímetro. Não existe outra maneira de sair do quarto a não ser pela porta que ele não consegue abrir. Está encurralado e com medo. Quando o desespero é total ele acorda... Numa sessão com o seu analista, ele descreve este sonho que o atormenta há anos. O analista ouve cuidadosamente, tomando atenção aos pormenores e sugere que talvez a porta possa ser aberta na direcção oposta. Quando o homem volta a ter o sonho ele lembra-se da sugestão e descobre que a porta se abre para dentro sem a menor resistência.

 

(Paramananda)

 

 

 

A HISTÓRIA DO BURRO

 

          Um dia, um burro caiu num poço e não podia sair dali. O animal chorou fortemente durante horas, enquanto o seu dono pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria de ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Chamou então os seus vizinhos para o ajudar a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a atirar terra para dentro do poço.

          O burro entendeu o que estavam a fazer e chorou desesperadamente. Até que, passado um momento, o burro pareceu ficar mais calmo. O camponês olhou para o fundo do poço e ficou surpreendido. A cada pá de terra que caía sobre ele o burro sacudia-a, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até ao topo do poço, passar por cima da borda e sair dali. 

          A vida vai atirar muita terra para cima de ti. Principalmente se  já estiveres dentro de um poço. Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos buracos mais profundos se não nos dermos por vencidos. Usa a terra que te atiram para seguir em frente!

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

A FLAUTA MÁGICA

 

          Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para lhe facilitar a caça. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica que enfeitiçava os animais. Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino à África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caça, o grupo deparou-se com um tigre feroz. De imediato, o caçador pôs-se a tocar flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima roupa. Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros. E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore, assistiram a tudo. Um deles observou com sabedoria: " Eu sabia que eles se iam dar mal quando encontrassem um surdo..."

          Não confies cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não dar. Tem sempre um plano alternativo para as situações imprevistas. Cuidado com o leão surdo.

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

  

CINCO MACACOS NUMA JAULA

 

                 Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, uma banana. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de algum tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, mas foi rapidamente parado pelos outros. Depois de alguns golpes, o novo integrante do grupo não subiu mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na agressão ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

          Os cientistas ficaram então com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

  

AS PEGADAS NA AREIA

 

          Uma noite eu tive um sonho... Sonhei que andava na praia com o Senhor e através do Céu passavam cenas da minha vida. Para cada cena, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era meu, e o outro, do Senhor. Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso acontecia nos momentos mais difíceis da minha vida. Isso aborreceu-me, e então perguntei ao Senhor:

- "Senhor, Tu disseste-me que andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as minhas maiores atribulações, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho."

O Senhor respondeu:

- "Meu querido filho. Jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando viste na areia, só um par de pegadas, eram as minhas. Foi exactamente aí que EU TE LEVEI NOS MEUS BRAÇOS."

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

  

O LUGAR DO HOMEM

 

Perguntaram a um sábio: 

- "Nossos mestres sempre nos ensinaram que não há nada neste mundo que não tenha o seu respectivo lugar. Assim, também o homem tem o seu devido lugar. Por quê, então, as pessoas se sentem tão oprimidas ?"

- "Ora, simples : porque cada um quer ocupar o lugar do outro", respondeu o sábio.

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

  

A MONTANHA 

 

Um dia, disse o olho :
- "Vejo, além destes vales, uma montanha velada pela cerração azul. Não é bela ?"

O ouvido pôs-se à escuta e, depois de ter escutado atentamente por algum tempo, disse :
- "Mas onde há montanha ? Não ouço nada !"

Então, a mão falou :
- "Estou tentando em vão senti-la ou tocá-la e não encontro montanha alguma !"

E o nariz disse :
- "Não há montanha alguma. Não sinto o cheiro !"

O olho voltou-se para o outro lado e todos começaram a conversar sobre a estranha alucinação do Olho e diziam :
- "Há qualquer coisa errada com o Olho ..."

(Khalil Gibran)

 

 

 

  

 

UM ORFANATO VIETNAMITA FOI ATINGIDO POR UM BOMBARDEAMENTO

 

          Entre os feridos, uma menina de 8 anos. Os médicos americanos precisavam de fazer uma transfusão, mas como? Reuniram as crianças e, entre gesticulações, tentavam explicar que precisavam de um voluntário para doar sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se. Era um menino. Ele foi preparado e espetaram-lhe uma agulha na veia. Passado um momento, ele deixou escapar um soluço. O médico perguntou se estava a doer e ele negou. Mas não demorou muito e voltou a soluçar, contendo as lágrimas. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira da região e começou a conversar com o garoto. O seu rosto ficou novamente tranquilo. A enfermeira explicou então aos americanos: “ Ele pensou que ia morrer. Não tinha entendido o que vocês disseram e pensava que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer”.

          O médico aproximou-se dele e perguntou: “Mas se era assim, porque é que te ofereceste para doar o teu sangue?” E o menino respondeu simplesmente: “Ela é minha amiga”.

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

  

 

A LENDA DO MONGE E DO ESCORPIÃO

 

          Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e apanhou o bicho com a sua mão. Quando o trazia para fora, o escorpião picou-o e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou num ramo de árvore, correu novamente pela margem, entrou no rio e salvou o escorpião.

          O monge juntou-se aos discípulos na estrada. Eles tinham assistido à cena e receberam-no perplexos e penalizados. " Mestre, deve estar doente! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!" O monge ouviu tranquilamente e respondeu: "Ele agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha."

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

  

 

OS SAPINHOS

 

          Era uma vez um concurso de sapinhos! O objectivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo. Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era: "Que pena !!! Esses sapinhos não vão conseguir..."

          E os sapinhos começaram a desistir. Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo... A multidão continuava gritando : "Vocês não vão conseguir !..." E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um, menos aquele sapinho que continuava tranquilo... Já no final da competição, todos desistiram, menos ele que acabou mesmo por alcançar o alto da torre!...

          A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido... Quando foram perguntar ao sapinho como ele tinha conseguido concluir a prova, descobriram então... que ele era surdo!

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

       "Pensamentos"               "Cubo de Gelo"

-   Manuel Marques  2003   -